23 de Setembro de 2015

Nesta data, a cara de pau permanecia mais ativa que nunca.

Fazíamos um Skype na padaria Saint Germain, e meu time, mezzo presencial /mezzo virtual,  distribuídos entre as ondas da internet entre Florianópolis, Ribeirão Preto, Curitiba e São Paulo, tentava tomar um café da manhã decente e perseverava na intenção de me ajudar, a despeito de embates de natureza ideológica que eu mesma travava:

“Como assim, eu tenho que fazer um vídeo falando de mim? Eu não vejo sentido em me promover como alguém muito especial, como se fosse uma candidata. Me recuso a ´convencer´ as pessoas ao que quer que seja.”

“Como assim, quem não me conhece não vai entender? As pessoas vão ajudar porque são movidas pela idéia, pela causa, ou pelo prazer de ajudar!”

“ Como assim, eu vou prometer compartilhar o aprendizado com quem contribuir? Vou compartilhar com quem contribuir e com quem não contribuir! É uma experiência que vai melhorar a qualidade da minha presença; eu não posso voltar do curso e dizer, ´pra você, que contribuiu, vou oferecer minha melhor presença, e pra vc, que não contribuiu, minha presença vai ser uma m..`.”

Eu estava certa de que o espírito humano é exatamente essa qualidade que nos faz acreditar uns nos outros, aquilo que nos fortalece como comunidade, e que torna possível receber ajuda de estranhos sem oferecer nada em troca.

Cheguei ao cúmulo de abordar um tranquilo indivíduo que terminava seu café na mesa ao lado, e explicar a ele, em cinco minutos, do que se tratava o projeto. Quase matei o time de vergonha, e mais tarde tive que enviar ao moço um email minimamente menos bizarro, explicando tudo com calma.

E obtive a resposta que só poderia obter de um visionário, como acredito que seja toda pessoa, mesmo desconhecida, com a qual se queira, de verdade, estabelecer uma relação de confiança, apesar de o moço em questão pertencer a uma grande e tradicional rede de restaurantes curitibana:

Beto Madalosso

23 de set
para mim

Primeiramente: voce escreve muito bem. Muito claro tudo isso. parabéns.

Pergunto: posso doar 2 vouchers de 100,00 (cem reais cada um) no meu restaurante (Forneria Copacabana)?

Se sim, é so passar pegar.

Vou me aprofundar mais nas tuas idéias na sexta feira de manha e ver se posso continuar participando.

Enfim,

Vamos falando…

Abraço

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