20 de Setembro de 2015

Eu estava satisfeita com a plataforma escolhida, mas ainda tinha resistências a reforçar o pressuposto de que as pessoas só contribuem quando recebem algo em troca.

Edite e Ju solucionaram o dilema dos dilemas. Entre uma garfada e outra do almoço que desfrutamos juntas, e antes que eu pudesse me dar um chocolate como uma metáfora pobre da situação toda, elas colocaram por terra todos os meus entraves relativos ao sistema de recompensas.

“E se fôssemos nós, suas amigas, as pessoas que darão a recompensa? A pessoa contribui com a sua campanha e recebe, por exemplo, uma aula de jardinagem da Edite, ou uma sessão de terapia reichiana com a Juliana.”

Aí eu fui feliz! A idéia incendiou a minha alma com a força de uma estrela cadente, e aterrou todos os sonhos na visão das infinitas conexões que esta alternativa geraria. Eu conseguiria as doações, movimentaria os talentos na minha rede de amigos, promoveria o trabalho deles e geraria um valor tangível para quem, por acaso, não visse valor em financiar um treinamento para que eu possa ser uma Guerreira pelo Espírito Humano, mas se sentisse muito bem com uma massagem da Damar, um coaching da Marina, uma aula de empreendedorismo da Allana…

Restava apenas um detalhe: quem, além dos meus amigos, entenderia tudo isso?