Come back. Again, and again.

Acabo de ser pega no contrapé deste slogan.

Uma das premissas que ajudam a construir um círculo de confiança , ou uma comunidade de convivência sólida (no caso, uma comunidade de guerreiros), é garantir ao grupo que nada do que for dito irá causar a saída de alguém da sala. Eu neste momento, estou fora da sala na qual meu primeiro círculo de confiança está conversando. Porque eu não consegui sustentar o desconforto durante a conversa, e percebi que a qualidade da minha presença não estava mais contribuindo. Então resolvi ser gentil comigo mesma, e saí da sala.

Eu não sei de vocês, mas no meu planeta tem muuuuuita coisa acontecendo, no momento. E cada um dos 7 bilhões de indivíduos tem 7 bilhões de opiniões sobre como as coisas deveriam ou poderiam ser ou não ser. Neste contexto, quem é que consegue ter clareza? Difícil, mesmo. Sempre haverá um mantra pra recitar, uma frase do Dalai Lama, com certeza. Particularmente, o meu ruído interno às vezes é tão alto que eu não tenho paciência pra meditar, nem pro Dalai Lama. Mas é porque eu cultivo a ilusão de que a meditação vai resolver alguma coisa, lembra? Mudar o mundo….

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Na verdade, a prática de meditação do Guerreiro nos convida a, nestes momentos, respirar, contemplar, fazer a observação direta dos acontecimentos, sem julgar, sem evitar, sem tentar consertar. Às vezes, nos perdemos da meditação, e nos deixamos levar pelo fluxo de pensamentos. A prática do guerreiro  nos pede para não tentar evitar este processo de ir e vir; talvez comecemos um jogo infinito de meta-pensamento: ” hum, estou perdido, parei de meditar” e tentamos “controlar” a meditação: “devo meditar, agora vou meditar”. E, claro, não meditamos.

Bebendo na fonte do budismo tibetano, os ensinamentos do Guerreiro convidam à viver, ativamente, “em estado meditativo”. Nas conversas difíceis, nos perdemos de nossa intenção original. O convite é para não nos determos pensando sobre como e porque isso acontece, ou forçando o ritmo e fluxo dali para a frente. Assim como na vida, a prática correta tem a sabedoria da água, não se detém nos obstáculos, se transforma, os contorna. Se acaso paramos de meditar, simplesmente voltamos ao começo; estabilizamos a postura, nos conectamos com a respiração, e voltamos a praticar.

Nas relações, nos desafios, nos pontos de inércia, e mesmo frente ao medo, respirar. Relembrar-se da intenção original. Conectar-se com o fluxo da vida. E voltar, de novo e de novo.

Vou voltar pra sala. Boa semana para vocês!

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