Behind kindness is always trust.

Este slogan está relacionado a uma estratégia trágica muito comum, que é a de reagirmos com violência quando nos sentimos confrontados. A membrana entre ser agressivo ou assertivo, contundente ou desagradável, arrogante ou confiante ainda é tênue para muitos de nós. Assim, a verdadeira gentileza emerge como balizador para uma estratégia mágica (bacana, hein? “Mágica x trágica”, roubartilhei de um cliente que havia feito vários cursos motivacionais, ele tinha muitos trocadilhos espertinhos na ponta da língua).

Faz parte do treinamento do Guerreiro ser, na verdade, confiante. Quando não precisamos provar nada pra ninguém,  somos naturalmente gentis.

E de onde vem a confiança? Lembre-se dos primeiros slogans: primeiro, ser gentil consigo. Se eu cuido de mim, estou atenta às minhas necessidades e me responsabilizo por atendê-las, ninguém mais do que eu sabe do que preciso, quais minhas falhas, bem como qual meu potencial para resolvê-las. Há pontos cegos? Claro, mas para isso vivemos em sociedade, para nos espelharmos e reconhecermos no outro aquilo que nos recusamos a enxergar em nós. Friso o “recusamos” porque a prática tem me mostrado que na maior parte do tempo, de fato apenas não temos a força de vontade necessária para reconhecer nossas limitações, superá-las e expressar nosso melhor. Sim, tudo isso tem a ver com preguiça, orgulho, inveja, ciúmes, aquela tranqueira toda que carregamos. Na real, somos um poço de apegos.  Meu querido professor de TAO ressaltaria que por isso mesmo devemos agradecer quando nos sentimos desconfortáveis com as falas e atitudes do outro, principalmente se este outro nos enlouquece. Posso ouvi-lo, com seu adorável sotaque mandarim dizendo: “opoltunidade de leconhecer que meu colação ainda tem apego, opoltunidade de expandir  viltude da paciência, e compaixão, obligado!”.

Quando estou atenta e responsável por meu desenvolvimento, não presto contas ao julgamento alheio. E, obviamente, não me ocupo de julgar o desenvolvimento do outro. Se observarmos este fluxo de evolução contínuo, pouco a pouco celebramos todas as suas etapas. Somos capazes de reconhecer as idas e vindas deste processo. Se nos detivermos em observar o ritmo, percebemos como a mente humana é instável, as opiniões volúveis. Eventualmente, chegamos a desenvolver um senso de humor, conforme identificamos estas espirais emocionais nas quais engajamos. Com delicadeza, observamos que tantos argumentos  e conflitos não passam de percepções, fotografias de momentos efêmeros nos quais projetamos nossa emoção. E que essas emoções dão o colorido da vida, sem elas tudo estaria em branco em preto…que tédio.

Além de tudo, gentileza é a cura natural para stress, dor de cabeça, fibromialgia, insônia, osteoporose, diabetes, pedras nos rins, tendinites, flebites, rinites, artrites e atritos.

gentileza

Perceba que quanto mais você for capaz de reconhecer seu próprio valor intrínseco, mais estará em contato com a dignidade inalienável de sua condição de aprendiz, um ser humano pleno, no qual cabe a dor e a delícia de ser o que é, como diria Caetano. Esta constatação nos libera para admirar a todos e a cada um que caminha ao nosso lado, ele mesmo tropeçando entre pedras ou galgando degraus, reais ou imaginários, numa trajetória intransferível. Se eu escolho tropeçar e ou ascender, a estrada é minha, ninguém tem nada com isso. Mas, se no meio do caminho eu for suficientemente sábio pra perceber que a paisagem fica bem mais bonita quanto temos alguém para admirá-la conosco, aí a vida começa a fazer sentido!

Opa, mas não tem ninguém por perto pra admirar a paisagem?

De um dos outros participantes do curso, recebemos o  seguinte insight: “a diferença entre arrogância e confiança é que arrogância repele, confiança atrai.” Quando somos arrogantes, ninguém quer ficar, espontaneamente, perto de nós. Por outro lado, quando somos confiantes, as pessoas ao nosso redor não se sentem ameaçadas por nossa presença. Elas sentem que podem ser elas mesmas, sentem-se inspiradas a manifestar seu pleno potencial, porque sabem que estão ao lado de alguém quem confia em si mesmo, que não vai abandoná-las, boicotá-las ou despedi-las por terem sido brilhantes, criativas, belas, inteligentes, ousadas e perspicazes.

Esses dias eu comentava com uma coachee sobre a diferença entre ser o personagem que quer sempre estar sob os holofotes e ser o próprio holofote, que enquanto emana sua própria luz permite que os outros apareçam.

O convite, nesta semana, é pra sermos mais gentis, agora sim, uns com os outros, e refletirmos sobre isso: escolho pedras ou degraus? Estou atraindo ou repelindo? Iluminado ou iluminando?

Um beijo grande pra vocês! 😉

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