O último slogan, IT´S NOT BIG DEAL, EITHER WAY não tem tradução literal. Ele é o arremate de todos os slogans anteriores, o último exercício do Guerreiro: mesmo que você tenha clareza, sabedoria, desapego e compaixão suficiente para ser gentil consigo, sabendo que por trás da gentileza sempre há a confiança, mesmo que você esteja no mundo caótico saboreando a incerteza, e seja capaz de trabalhar sem esperança de realização, sem tentar consertar nem evitar nada, apenas estando presente para  o mundo como ele é, sem desistir, voltando, de novo e de novo, e com um ego tão disciplinado que não espera por aplausos, isso não é nada demais, afinal.

O curso nos convida a refletir sobre tantas outras pessoas que cumpriram esta missão antes de nós, e muitas outras que virão depois de nós. Ser íntegro, compassivo, colocar-se a serviço do coletivo não é uma prerrogativa de nosso tempo. Sempre houve necessidade de pessoas com essas habilidades. Agora é apenas nossa vez.

Este título “Guerreiros pelo Espírito Humano” pode dar  margem a certas propensões heroicas que convém relativizar. A aula de Stephan Harding foi particularmente poderosa para colocar nossa pretensão humana sob perspectiva. Não precisamos nos aprofundar, aqui, na teoria de Gaia, mas se nos lembrarmos que entre os aproximadamente 100 bilhões de galáxias do universo visível, está a nossa fofa Via Láctea (uma entre 60 bilhões), e nela, a Terra, com cerca de 4,54 bilhões de anos, podemos resistir à tentação de nos sentirmos tão fundamentais, uma elite de pessoas diferenciadas, que emanam sabedoria e discernimento.(só que não). Na verdade, não somos os grandes causadores nem solucionadores dos problemas do planeta. Somos parte da pele do próprio planeta,  7 bilhões de pontinhos contraditórios e fascinantes que habitam a superfície…e antes que você se empolgue com este número, esteja certo de que existem muito mais besouros, moscas, formigas, baratas e cupins. Humanos…uma entre cerca das 8, 7 milhões de espécies que tivemos a petulância de enumerar. Uma espiral fantástica de sobrevivência e extinção orquestrada muito, mas muito antes de nossos protocolos ambientais. Convenhamos, há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã ideologia. Enfim, me parece que o planeta está preparado para evoluir. E nós?

Quero crer que a resposta seja sim, temos nos adaptado, mas talvez não usufruído de todo nosso potencial evolutivo. O momento é de superar as eras de competição e domínio uns sobre os outros, para podermos navegar em novos fluxos energéticos nos quais a tecnologia está a serviço da natureza, e não o contrário. Se estivermos atentos e dispostos a reativar esta conexão entre a inteligência universal, a força criadora que se manifesta pela natureza e se expressa pela ação dos seres humanos, poderemos finalmente cumprir o propósito sagrado de nossa espécie, que é manifestar o poderoso reencontro entre a energia cósmica e a matéria. Mas este salto de consciência só será possível se superarmos a lógica predatória de sobrevivência que alimentamos até hoje.

https://youtu.be/udAL48P5NJU

O fruto mais precioso que desejo compartilhar do curso, até o momento, é a percepção de que estamos unidos, todos os humanos, por uma teia invisível de vulnerabilidade, construída por uma visão que ainda não alcança as profundezas das conexões entre todos os seres vivos, mas felizmente é sustentada por uma ordem universal muito mais complexa do que todos os fios que possamos tecer. Não há diferenças entre nós. Esta vulnerabilidade que tanto evitamos é, na verdade, o portal de aproximação, o elemento comum que desperta compaixão, solidariedade, colaboração, altruísmo, olha quanta coisa boa! E você aí, se fazendo de forte.

Desconfio que uma das chaves para mantermos a lucidez durante essa transição vertiginosa, é transmutar o paradigma da comparação. Minhas conversas sobre a diferença entre arrogância básica e arrogância avançada sempre giram ao redor dessa infeliz tangente do ego, pela qual passamos a vida medindo nosso valor por critérios externos de sucesso, felicidade, desempenho, adequação, evolução, capacidade e estética. Não bastasse serem estes critérios ambivalentes e transitórios, temos insistido na construção torpe de relacioná-los a gênero, etnia , idade e conta bancária. Que tal se a gente fosse mais inteligente do que isso?

Podemos estar totalmente presentes para  o outro sem nos compararmos a ele. Esta qualidade de presença é, em si, libertadora para todos nós. Muitas pessoas têm atendido meus convites dizendo “eu quero te conhecer” ( e outras tantas, imagino, devem evitá-los pela razão oposta). Quero tranquilizar as partes. O que você evita conhecer sobre mim também é uma parte de si. E ninguém vem aos encontros para me conhecer, mas para se conhecer. Veja alguns depoimentos :

“Olá Darlene, gostaria de te agradecer pela experiência e transformação que vivi na sexta passada no Laboratório mensal Novo Paradigma, aqui em Porto Alegre. Com certeza muitos paradigmas foram quebrados, outros tantos revistos… e conhecer a sua história e toda a trajetória para seguir seu propósito, me motivou bastante na minha própria batalha pessoal. Cheguei lá falando de ser livre para ser eu mesma e sai me sentindo mais comprometida com isso! Parabéns pelo trabalho, mais sucesso em sua jornada! Muita luz e prosperidade! Beijos!”

 “Querida, sigo ao longo desta semana saboreando os novos conceitos que aprendi com você no ultimo workshop e o poder libertador que me trouxeram! No momento em que vi o seu convite, senti que fazia parte de um novo movimento em minha vida e estava certa em aceitá-lo! As portas se abriram e o rio segue o seu curso! Gratidão sempre!!!”

“Pensando na lição da última quinta-feira : ´A necessidade de agradar, ou de ter suas expectativas atendidas, é como uma quadrilha exaustiva que dançamos na empresa, na família, nas relações, todos dentro de um salão de espelhos, angustiados com nossos reflexos distorcidos.´. Adorei isso. Foi um prazer imenso te conhecer, Darlene. Faça uma linda viagem.”

Eu amei a idéia de estar fazendo “uma linda viagem”. Estou numa jornada sobre a qual não tenho respostas, apenas suposições, observações, perguntas poderosas. Estou convidando as pessoas a viajarem comigo, não estou vendendo nada, não estou convencendo ninguém. Dou cada passo com a maior curiosidade possível, sem pretensões. Acreditando na beleza de cada coração que encontro pelo caminho. Apreciando e compartilhando tudo o que estou aprendendo sobre o Espírito Humano. E sinto que é o que necessito manifestar neste momento.

Meu convite, hoje, é pra que você sinta o que necessita manifestar. Encontre seu ponto de vulnerabilidade sem medo de comparações, compartilhe- o com mais  pessoas sem tentar convencê-las a nada, mantenha sua intenção firme, seu coração reto, sua mente alinhada com a inteligência coletiva, e desapegue-se de um resultado esperado. Exercite mais curiosidade e menos julgamento sobre si mesmo, sobre os outros. Cultive um espaço sagrado de conexão individual com seus ritmos internos e a natureza, e sempre que possível, agradeça pela Vida que se manifesta ao seu redor. E depois me conte como foi!

Guerreir@s querid@s, estamos em treinamento, e seguimos juntos!

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